quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Hora de Dormir: Cada um no seu quadrado

Bom, depois da amamentação a coisa mais difícil de administrar foi a hora de dormir. Na verdade até agora são as únicas duas situações difíceis e frustrantes que vivi com a maternidade, porque o resto é maravilhoso...

Eu sempre tive a opinião de que os filhos vêm pra unir o casal, jamais devem ser motivo de separação. E quando falo em separação, não me refiro só à separação/divórcio, falo em separação de tudo aquilo que o casal sempre fez junto.

Então uma coisa era certa, na hora de dormir seria cada um no seu quadrado. Isso mesmo: nada de dormir no meio.

Já vi casamento de amigas minhas irem por água abaixo e o estopim foi justamente a cama compartilhada, ou muitas vezes a expulsão do pai para colocar a filha no lugar. Nunca, jamais. Eu bati pé com o Amaral e comigo mesma pra não deixar isso acontecer.

Que dá uma vontade, ahhh dá... mas além de ser perigoso (porque existem grandes chances dos pais pegarem no sono e acabarem machucando o bebê) eu sempre preferi fazer o que seria melhor pra ela. Colocar ela pra dormir no nosso meio, eu acredito que causaria dependência e a tornaria insegura diante de situações em que tivesse que ficar longe da gente. O Amaral sempre tentou me convencer, mas minha resposta era sempre NÃO. Exceto nas crises de cólica, que daí ela dormia no peito dele, já que o homem tem a temperatura mais elevada que a mulher, mas nunca, nunca mesmo dormiu no nosso meio.

Lógico que eu não seria maluca de colocar a Lívia sozinha no seu quartinho logo que viemos pra casa. Eu ainda não conhecia suas necessidades e nem me sentiria segura, então o negócio era colocar pra dormir no nosso quarto, mas numa caminha só dela.

Comprei um moisés com várias funções: 3 posições de reclino incluindo deitado, balanço e vibração. Era o objeto ideal para os primeiros dias do bebê em casa. Recomendo!

Cadeirinha de Balanço 3 em 1 Rocker-Napper Vermelho - Tiny Love
No início era uma atrapalhação, ela acordava toda hora pra mamar, tinha que colocar pra arrotar e só então deitá-la. Mas mal eu colocava pra dormir e ela já acordava pra mamar de novo. Nossa, não gosto nem de lembrar dessa fase, ainda bem que já foi.

Nos 2 primeiros meses a Lívia chorava muito à noite. Já comentei aqui sobre as cólicas e sobre a fome em função do meu leite não sustentar. E muitas vezes ela chorava e a gente não sabia por que, então a único jeito de fazer ela se acalmar era no colo. Eu sempre achei que todo esse choro sem razão era puramente manhã, já que durante o dia ela passava o tempo todo no colo das visitas, aí de noite só queria colo também, e quem pagava o pato era eu e o Amaral.

No início eu me preocupava em não deixa-la chorar, mas ficar a madrugada inteira acordada embalando a Lívia não estava dando certo, até porque ela dormia no colo e quando largava na cama, ela despertava e aí começava tudo de novo... Então optamos pelo “deixa chorar”, pelo menos um pouco, pra ver como seria. E por incrível que pareça, funcionou. Lógico que dava uma dó de deixar chorando, mas eu acreditava que uma hora ela fosse cansar e se entregar.

Meu parâmetro era deixar chorar por 7 minutos. Se dormisse antes, era só manha, se passasse de 7 minutos, é porque ela estava sentindo alguma outra coisa. Li isso num livro uma vez e nunca mais esqueci. Quando começamos a usar essa técnica, no início demorava mais, mas depois, ela chorava dois minutos e logo dormia. Não era fácil, várias vezes me doía o coração de vê-la chorando, mas eu tinha que ser firme e forte, por ela.

Conforme o tempo foi passando, fomos conhecendo suas necessidades e já sabíamos como agir. O grande problema sempre foi que ela não dormia por muitas horas seguidas, e quando acordava estava desesperada de fome. Esse era o mal da teta vazia, que graças a Deus foi solucionado com a entrada definitiva do leite em pó.

Eu investia pesado no treinamento de fazê-la entender o que era hora de dormir e hora de ficar acordada e observei que ela sempre ficava mais relaxada depois do banho, então deixei esse momento pro final do dia.

E como ela sofria muito com cólicas, eu apelei pra massagem shantala. Aquecia o quarto, colocava uma musiquinha agradável, fazia shantala, dava banho, mamá e cama. Eram duas horas em função disso, mas valia a pena. Quando eu colocava ela na cama estava capotada.

Fiz isso uma semana inteira e ela entendeu a diferença de noite e dia. Mas passou uns tempos e ela desregulou de novo. Então lá fomos nós... tudo de novo. Só que dessa vez não tinha mais tanta cólica então resolvi usar a técnica que nossa pediatra ensinou: psicoterapia.

A psicoterapia se baseia em conversar com o subconsciente do bebê. Falar com ela enquanto dormia, pra que o que fosse dito fosse registrado em seu subconsciente e posteriormente o subconsciente se comunicaria com o consciente e imprimiria essas informações em seu organismo. Pode parecer maluquice, uns me diziam que isso era bruxaria, mas na verdade isso são técnicas utilizadas por psicólogos e psiquiatras, ou seja, tudo cientificamente comprovado.

Então eu dava banho, mamá, colocava pra arrotar e quando ela pegava no sono eu entrava com a psicoterapia. Eu enchia a bolinha dela dizendo que ela é linda, que todo mundo (citava nomes) gostava muito dela, que ela foi muito desejada blablabla... falava que todos os órgãos do seu corpinho (citava os órgãos) funcionavam perfeitamente, que ela soltaria muitos gases e nada ficaria preso, ia falando sempre tudo positivamente. Afirmando pra ela como as coisas deveriam ser, não em como “não deveria”. Sempre positivo. Aí por fim eu dizia que ela teria uma noite de sono maravilhosa, que sonharia com os anjinhos e brincaria muito durante o sono. Que ela dormiria tão bem, e que só iria acordar no outro dia de manhã, tendo uma noite tranquila e agradável.

Podem não acreditar, mas a primeira vez que apliquei a psicoterapia, ela dormiu por 5 horas, mamou e dormiu mais 5horas. Na segunda noite dormiu 8 horas seguidas, na terceira dormiu 10 horas e chegou até a dormir 12 horas seguidas sem acordar pra mamar. Santa psicoterapia.

O segredo é ser positivo, só falar coisas boas e principalmente acreditar. Se fizer a psicoterapia achando que é bobagem, não vai adiantar.

Enfim... dona Lívia estava com pouco mais de dois meses e dormindo a noite inteira. Raras vezes acordava pra uma mamada no meio da noite, não regurgitava mais com tanta frequência e volume e não vomitava mais pelo nariz [sim, porque isso aconteceu váááárias vezes e eu quase morria do coração], então era chegada a hora de dar o primeiro passo para sua independência: dormir sozinha no seu quartinho.

Fizemos um quarto tão lindo pra ela que ficaria para as moscas? Dinda Glaucia deu um berço tão lindo pra ficar vazio? Não, aqui em casa não seria (e não é) assim.

O Amaral sempre foi mais temeroso que eu relação a dormir sozinha, então tínhamos combinado de esperar completar 3 meses. Mas aí surgiu uma oportunidade em que estávamos de festa em casa e eu a coloquei pra dormir no bercinho e ela seguiu dormindo, então resolvi não tirar ela dalí. Isso mesmo, assim de sopetão, sem termos nos preparado antes.

Levei umas duas horas instalando a babá eletrônica tentando não fazer barulho, fechamos a porta do quartinho e fomos dormir. Dormir não né, deitar, pq foi impossível eu dormir hehehehe. Eu não tirei o olho da babá eletrônica um minuto. Eu fechava os olhos, mas logo vinha aquela vontade de mais uma olhadinha se tava tudo bem. Foi assim a noite toda, e ela dormiu maravilhosamente bem a noite toda.

Pronto, sobrevivemos. Uma vez feito isso, não voltaria mais atrás. Estava definido: Lívia passaria a dormir sozinha em seu quartinho. Lembro até o dia: 15 de junho. Foi um marco na nossa vida.

Não sei o que seria de mim sem a babá eletrônica com câmera. Ganhei dos meus colegas de trabalho e acho que nunca na vida vou ganhar um presente tão útil.

Nos primeiros dias era tensão pura. Várias vezes levantei da minha cama e fui no quartinho colocar a mão no peito dela e ver se estava respirando (quem nunca???). Eu ficava olhando pela câmera, aquele rostinho tão lindo, imóvel, mas que eu não podia tocar e ver se ela se mexia.

Foi tenso, mas com o passar do tempo eu fui aprendendo a reconhecer os sons que ela fazia, se era de se mexer, se era de espirrar, tossir, gemer, chorar. Com o tempo aprendi se eu precisava levantar e ir olhar ou se eu podia só olhar pela câmera e deixar que ela voltasse a dormir sozinha. Viva a babá eletrônica.

Mas essa função de passar ela pro quartinho me rendeu muitas críticas. Poucas foram as pessoas que aprovaram. Teve gente que disse que eu era loca em deixar um bebê dormindo sozinha nesses tempos de frio. Mas vem cá.... um bebê que dorme a noite inteira sem reclamar, não pode estar achando ruim, não acham???

Outra pessoa me disse que eu era a única pessoa que ela conhecia que o marido não passou a dormir no sofá depois que o bebê nasceu.  Que bom né... Não é porque virei mãe que deixei de ser esposa. Não acho justo simplesmente despachar o marido depois que nasce o filho.
Confesso que eu não devia, mas me incomodei bastante com tanta gente dando pitaco.

Maaaaassss... segui firme no propósito.

Depois que passamos ela pro quartinho, bagunçou um pouco o sono. Cheguei até conversar com a pediatra sobre isso e ela me falou sobre insegurança. 

Quando a Lívia estava dormindo no nosso quarto, por mais que eu não visse, as vezes ela acordava de noite, via que estava ali e voltava a dormir. Quando foi pro quartinho dela, ela acordava de noite e não reconhecia o lugar onde estava. Por mais que não fosse nada ameaçador e que de dia ela ficasse ali, era uma mudança e ela sentiria.

Notei que ela ficou mais apegada na hora do sono, tanto em mim quanto no Amaral, ela agarrava nossa roupa pra dormir. Dormia no colo e na hora de colocar na cama acordava e já fazia um berreiro.
Mas como eu falei, repito e direi quantas vezes for necessário: eu faço o que é melhor pra ela. Então se precisar ficar até madrugada, ou levantar da cama quantas vezes for necessário, eu faço. E fiz (no período mais frio do inverno affff).

Agora o Amaral está num emprego de turno normal, então acorda muito cedo, consequentemente eu privo ele à noite. Não peço mais tanta ajuda, pq ele precisa dormir cedo e descansar. Então essa função de adaptar ela ao quartinho ficou toda comigo. Já adaptada à vida de um bebê, me senti totalmente segura em fazer isso sozinha.

Só que estava ficando muito complicado essa coisa da Lívia só dormir se fosse no colo e quando colocada na cama acordava. Então conversamos e decidimos de novo encarar o deixa chorar.

Dava o mamá, fazia arrotar e a colocava na cama ainda acordada. Pra já que começava o berreiro. Deixava 7 minutos, passando disso, pegava no colo, acalmava e colocava na cama de novo. Teve noites que fiquei 3 horas tentando fazê-la dormir. Persistência é palavra chave.
Insisti nisso: mamá e cama ainda acordada. Eu ficava no quarto até ela pegar no sono. Não ficava com ela no colo, mas pelo menos ela me via e sabia que eu estava por perto.

Com o temo ela foi acostumando, foi chorando cada vez menos e hoje eu boto na cama, dou o bico e o naná (almofadinha), beijo, boa noite, dorme com os anjinhos e vou pro meu quarto.  As vezes leva uns 20 ou 30 min pra ela ferrar no sono, outras vezes eu mal chego no meu quarto, ligo a babá e ela já está ferrada.

Hoje o único inconveniente é que se ela perde o bico ainda acordada, ela chora, aí eu levanto , vou lá, coloco o bico e saio do quarto sem falar com ela.

Agora o banho já não é mais antes de dormir. Percebi que ela estava ficando elétrica depois do banho então desvinculei banho e sono. Dou banho no horário que é mais conveniente. Mas a hora de dormir é quase sempre a mesma. Por volta das 22:30hs e ela dorme normalmente até as 8 ou 9h da manhã. As vezes um pouco mais, outras um pouco menos. Raríssimas vezes acorda na madrugada, e quando isso aconteceu é por causa do bico.

Aí depois dessa fase, vieram as críticas de “como t tem coragem de dar boa noite e virar as costas?”, “ah, mas um embalinho pra dormir é tão bom”... Vários foram os comentários, e mais uma vez eu não tava aguentando.

Cheguei a me questionar se estava fazendo correto, mas me tranquilizei um dia em que minha mãe disse que me achava muito durona, que eu não sedia nunca e o Amaral saiu em minha defesa. Ele disse que no início também me achava durona, mas depois que ele viu que era assim mesmo que tinha que ser e que dava resultado eu realmente me tranquilizei. Ter o apoio de quem está próximo é confortante.

Então dane-se o que as pessoas pensam e falam. O fato é que depois que a Lívia foi pro quartinho, tudo ficou melhor: a rotina dela estabilizou, as noites de sono se tornaram completas e a função de ficar embalando acabou. Além de que eu e o Amaral retomamos o “dormir de conchinha” hehehe.

Noto que as pessoas se surpreendem quando digo que ela já dorme sozinha no quartinho e que dorme a noite inteira. Muitas pessoas me perguntam como eu consegui essa façanha. Eu confesso que não foi fácil, mas a palavra chave é PERSISTÊNCIA, mas antes de ter persistência, tem que querer, porque é muito comum eu ouvir “fulaninho não dorme sozinho”, mas aí eu me pergunto “você já tentou?”

É muito fácil jogar a culpa nas crianças pra esconder uma fraqueza nossa. Se não quisermos, não fizermos o esforço, as coisas não vão acontecer mesmo.....


Beijos a todas.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

3º e 4º mês – Evolução

Estou escrevendo o 3º e 4º mês juntos pq eles foram bem parecidos. Passados os dois primeiros meses, onde tudo era novidade (não que ainda não seja), começou a chegar um período de calmaria (sqn).

Na verdade o tempo foi passando, a gente foi se reconhecendo, se adaptando e as coisas foram entrando nos eixos. As noites de sono vinham sendo mais satisfatórias, as mamadas mais organizadas, ela mais satisfeita em relação à fome e eu mais do que nunca decidida a botar ordem no circo.

Aos poucos consegui ir mostrando pra mim mesma (e pros outros, pq querendo ou não muitos estavam me avaliando) que eu era capaz de cuidar, criar e educar a minha filha. Um dia estávamos sozinhos em casa (o que é raríssimo) e o Amaral olhou pra mim, me fez um carinho e disse “e tu tinha medo de não dar conta”. Nossa.... isso pra mim foi um mega elogio.

Eu tinha sim medo de não dar conta. Medo de não conseguir cuidar dela, da casa, de mim... Com certeza ela em primeiro lugar, e se as outras coisas precisarem ficar pra trás, elas ficam, mas de um jeito ou de outro estou conseguindo. Consegui até tirar um 10 na prova de final de semestre na faculdade hehehe.

Mas além de ser o período de minha afirmação como mãe de família, esse é período de evolução pra ela. Nossa.... como as coisas mudaram em relação aos dois primeiros meses. Antes era tudo muito sensível, agora tudo é mais roots, hehehe

Nesse período começou a surgir o chamado “sorriso social”, aquele que é dado por algum motivo. A Lívia sempre foi muito sorridente, desde a barriga, pois víamos nas ecografias que ela estava sorrindo. Mas claro que eu sabia que tudo isso era reflexo, não era intencional.

Já no hospital conseguimos fotos dela sorrindo, um sorriso de boca mole, mas a coisa mais linda (mãe babona). Mas a chegada do sorriso social só veio a confirmar o que eu já sabia: A Lívia é muito feliz. Nossa, desde que aprendeu a sorrir, ela sorri por tudo, qq coisa é motivo pra ela abrir aquele bocão e mostrar a gengiva sem dente. Amoooo

Nessa faze também começaram a aparecer as primeiras balbucias. Lógico que eu sei que ela não está falando, mas afirmo com toda certeza: ELA CONVERSA. Ela fazia (digo fazia pq hoje, com quase 5 meses já é bem diferente) um engresamento, uma enrolação que só podia estar querendo dizer alguma coisa. E eu, como boa tagarela que sou, sempre dei corda e puxei papo. Dependendo só de mim, com 6 meses a Lívia vai estar discursando já hehehe.

Começou também a ficar mais firmezinha, já querendo sentar, se virar... Claro que tudo não passavam de tentativas, mas é maravilhoso ver uma coisinha que saiu de dentro de mim evoluindo assim tão rápido. Dá uma sensação estar no caminho certo.

Eu já me virava muito bem com ela, já saíamos sozinhas, íamos às lojas, batíamos perna por tudo. Com toda essa minha destreza com ela, não me apegava em ficar em casa porque ela era pequeninha. Saíamos por tudo, fomos passear na serra, na praia, shopping então era direto. Nunca tive frescura de não sair pq ela era bebezinha (falo “era” como se hoje ela já fosse grande hehe), só não gostava e ainda não gosto, quando gente sem noção se aproxima.

Adoro sair na rua e ver que todo mundo fica olhando, mas sempre tem um sem noção que quer beijar, ficar pegando na mãozinha ou apertando a bochecha. Poxa, ela é um bebê, ainda não tem imunidade suficiente pra lutar contra os vírus podres que nós adultos temos. Então com isso sempre fui chata. Se um estranho tocava nela, logo eu limpava. Não é por nojo, não. É puramente segurança e prevenção.

Inclusive fica a dica: Quando você vir um bebezinho, não hesite em olhar, sorrir e elogiar. Os pais inflam de tanta alegria e isso transmite boas energias para quem faz e quem recebe. Mas evite tocar, chegar muito perto e muito menos beijar (se você for um estranho). Até completar o ciclo de vacinas, que vai até 1 ano e meio, a criança é como um computador vazio: nós é que salvamos os registros e inserimos os vírus. Só que não dá pra simplesmente mandar o bebê pro técnico e pedir pra fazer uma limpeza.  Capite???

Então é isso. Assim foi nosso 3º e 4º mês:
     - Sorrisos e muitos sorrisos
     - Conversas que só ela entende
     - Passeios
     - Tudo entrando nos eixos


Seguem fotinhos desse período.

3º MÊS

Sorrisão na festa junina que fizemos em casa

Em época de protestos por todo Brasil...

Temos protesto em casa tbm...

Com as amigas no passeio à casa da praia

Família em Bento Gonçalves (olha o sorriso da moça)

Com o vô gaudério no rodeio
Escrevendo a cartinha de dia da vovó

Bolinho de comemoração aos 3 meses



4º MÊS 

Testando a cadeirinha do papá

Segurado a mamadeira sozinha

Sentadinha e ainda apoiando o braço no sofá... que nojo
Passeadora, adora a cadeirinha do carro

Na pediatra.... ama qdo tira a roupa

Se revirando no soninho

Depois que aprendeu, não tem mais dormir de barriga pra cima
Bolinho de comemoração aos 4 meses


terça-feira, 30 de julho de 2013

2º mês - Adaptação

Passado o primeiro mês, onde estávamos sendo apresentadas uma à outra e nos reconhecendo, era chegada a hora de nos adequarmos à vida normal.

Como no primeiro mês a orientação era de mamadas por livre demanda e pra ajudar meu leite não a sustentava, era impossível estabelecer uma rotina, já que ela praticamente passava o dia (e a noite) pendurada na teta.  Mas com a entrada da mamadeira eu conseguia saber se o choro era de fome ou outra coisa. E essa “outra coisa” quase sempre eram as malditas cólicas.

Nossa... não gosto nem de me lembrar. Começou um pouco antes de completar um mês, mais ou menos com 25 dias. Ela começou a chorar além do normal, principalmente à noite. Tinha hora marcada: 2h da madrugada. Não era um choro comum, eram gritos, gritos desesperadores.

Que fase complicada. Me desesperava quando ela começava a gritar, ficava sem saber direito o que fazer e acabava chorando junto. Fazia massagem, colocava bolsinha de água morna e em último caso dava umas gotinhas de luftal, mas as vezes nada disso adiantava e só o que resolvia era colocar ela pra dormir de bruços. Isso é assunto que vou contar em outro post, quando falar sobre o sono.

Minha sorte é que o Amaral é muito, mas muito calmo. Porque não foi uma nem duas vezes que eu entrei em desespero com o choro dela na madrugada e comecei a chorar junto. Eu não sabia mais o que fazer, me achava uma incompetente, incapaz de conseguir ajudar minha filha. E quando via o Amaral com toda aquela calma, pegava ela no colo e de vagarinho ia fazendo ela se acalmar, eu ficava com vergonha de mim, por não ter conseguido cumprir meu papel.

Não tive depressão pós-parto, mas cheguei perto. E tenho certeza que isso só não aconteceu porque tenho um marido muito companheiro, compreensivo e acima de tudo, parceiro. Pra ele não tem essa de só a mãe é que tem que fazer pelo bebê, o pai também pode, e deve ajudar. Isso foi o que me salvou.

Além dessa função em lidar com as cólicas, no segundo mês comecei a investir no treinamento de sono noturno. Chamo de treinamento porque é um caminho longo e uma criança que não tem base nenhuma, precisa de atenção total e orientação pra cumprir tarefas simples, mesmo que seja o sono. Mas não foi tão simples essa missão.

Eu acredito que a gente aprende as coisas por repetição, por isso insistia em manter uma rotina. Todo dia tudo igual e nos mesmos horários para ir habituando o corpo da Lívia ao que é dia o que e noite. Era um esforço enorme pra mantê-la acordada durante o dia e outro para fazê-la dormir num horário adequado.

Durante a semana era mais tranquilo de fazer essa rotina, mas nos finais de semana era impossível. Com a casa sempre cheia, todo mundo pegando no colo e embalando, cada um se achando mais capaz do que o outro pra fazer ela não chorar... Era aquela passação de colo em colo durante o dia e eu pagando meus pecados durante a noite. Era fatal, final de semana ela se enchia de mania e só queria dormir no colo.

Enfim... nem sempre as coisas são como a gente deseja, e muitas vezes é preciso relevar pra não criar caso. Mas chegou um ponto em que eu comecei a dar uns basta e dizer uns não de vez em quando. Não dava... quando todos viravam as costas eu e o Amaral é que sofríamos.

Eu fazia questão de estabelecer uma rotina. Sou adepta da organização, das coisas nos seus mínimos detalhes e de ordem e determinação. Se é assim, é assim e ponto final. E por ser assim tão organizada sofri um pouco quando descobri que com uma criança não é assim que funciona. Por mais que eu quisesse, nem sempre ela dormia ou ficava acordada no mesmo horário e eu ficava p da cara quando as coisas saíam meu controle.

Não adianta, eu já tive mil pauladas na cabeça me provando que nem sempre consigo estar no controle de tudo e mesmo assim não aprendo.... Tenho esperança ainda de um dia eu ficar menos incomodada quando for contrariada. Mas por outro lado, ser contrariada me chama ao desafio e se sou desafiada vou até o fim pra conseguir vencer. E nesse caso a disputa era comigo mesma. Era provar pra mim mesma que eu era capaz de estabelecer a tal rotina com a Lívia.

E com muita persistência fomos estabelecendo uma rotina que ficasse boa para todas as partes, mas tentando não ficar refém do relógio. Nosso dia era mais regido pela frequência das mamadas do que propriamente pelo horário das atividades. Ela mamava assim que acordava e seguia mamando a cada 3 horas e à noite era a sequencia de banho, mamá e cama. Dentro do possível, mantínhamos essa rotina.

E assim foi o nosso segundo mês:
     - Cólicas infernais que faziam a Lívia se contorcer e berrar
     - Eu desesperada sem saber como ajudar
     - Amaral com jornada dupla: trabalhando e me ajudando com a Lívia (além de ter que me acalmar várias vezes)
     - Eu estressada com a função de colo, pegação e embalação de todo mundo
     - Rotina sendo estabelecida


E aí umas fotinhos...
De bruços pra poder suportar as cólicas

Passeando no parque... 

O famoso banho de balde. Ela adorou.

Conhecendo a bendita Galinha Pintadinha

Bolinho de 2 meses. Foi difícil arrancar um sorriso nesse dia.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

1º mês - Reconhecimento

Não é novidade pra ninguém que quando temos um bebê, nosso tempo passa a ser totalmente dedicado a ele. Aqui em casa não foi diferente. 99,9% do meu tempo é totalmente voltado à Lívia e os 0,01% restante, quando não estou fazendo algo por mim, estou pensando nela.


Por conta dessa total dedicação, logicamente o blog ficou em standby, e não consegui contar aqui tudo que eu gostaria. Então vou tentar fazer posts resumidos de como foram esses meses de reconhecimento, adaptação, surpresas e frustração.


O post de hoje é sobre o 1º mês, o mês do reconhecimento. Pois foi exatamente isso que aconteceu, nós três (mãe, pai e bebê) nos reconhecemos como família e principalmente eu e o Amaral nos reconhecendo no nosso novo papel de mãe e pai.


Ficamos apenas dois dias no hospital e a ida para casa foi cheia de emoção. Já na saída do quarto do hospital eu comecei a chorar e assim foi até entrar em casa. Afinal, a outra vez que entrei no Moinhos para ter meu bebê saí de lá sem ele, e desta vez poder levar minha filha nos braços era um grande presente de Deus.


Tive alta bem tarde e chegamos em casa quase meia noite. Sozinhos em casa, essa primeira noite foi bem atrapalhada. A Lívia dormiu no moises ao meu lado e cada vez que ela tinha que mamar, o Amaral me alcançava ela pra evitar que eu fizesse força. Se alguém estivesse assistindo certamente morreria de rir da nossa atrapalhação. Hoje dou risada, mas no dia eu estava assustada pensando que seria assim pra sempre hehehe.


Como eu fazia questão de da o primeiro banho, no dia seguinte iniciamos a função antes que as visitas começassem a chegar, pois eu não queria ter plateia. Afinal, eu estava nervosa, com medo de errar e queria privacidade naquela hora.  Ficamos então só eu e o Amaral com ela e eu fui fazendo como me ensinaram no cursinho de gestante que fiz qdo estava gravida do JP. Como ainda tinha umbigo, não podia ser banho de imersão, então lavei a cabeça e depois foi banho de gato. Mas eu que não queria plateia fiquei meio sem jeito quando no meio do banho as visitas começaram a chegar. E todas, sem exceção foram pra dentro do quarto assistir o banho. Ainda bem que eu já estava no final e pra minha surpresa, me saí muito bem e me senti muito segura. Não adianta né.... bem que dizem que quando nos tornamos mães aprendemos tudo por instinto.


Primeiro final de semana em casa, logicamente estaríamos de casa cheia, ainda mais que era Páscoa, então não ficamos sozinho nunca. Eu já esperava por isso, pois sabia que todos estavam muito ansiosos pela chegada da nossa princesinha.


É bom receber visitas, a gente fica louca de vontade de mostrar o bebê pra todo mundo, mas é muito cansativo. Muito mesmo. Por mais que todos fossem íntimos, não me sentia a vontade de ir descansar e deixar minha casa cheia. Hoje, sabendo como as coisas são, sei que quando alguma amiga tiver bebê, vou deixar passar um tempo pra ir visitar, porque os primeiros dias o que mais os pais e o bebê precisam é de tranquilidade.
Sempre achei que quando a gente tem um filho, a responsabilidade é toda nossa. Então nada de ficar um tempo na casa da minha mãe como muitas pessoas me perguntaram se eu faria assim. Claro que eu precisaria de ajuda, e por isso minha mãe ficou na minha casa na primeira semana enquanto o Amaral estava no trabalho, mas assim que ele chegava ela ia embora e a noite era tudo com a gente.


Mas como eu fazia questão de eu mesma fazer as coisas pra ela, minha mãe me ajudava com as coisas da casa, recebia as visitas, ficava com ela a tarde pra eu poder dormir um pouco... O resto: trocar fralda, banho, trocar roupas, mamá... era tudo comigo.


Eu sou da opinião que a mãe é quem tem que fazer tudo pelo bebê. Acredito que isso aproxime, crie vínculo, reforça o amor e responsabilidade. Ora, se eu decidi ter um bebê, eu tenho que ser responsável por ele, não é?


Nos primeiros dias tudo era perfeito. Mas aí conforme os dias iam passando, as reservas de energia dela iam diminuindo e cada vez mais ela ia necessitando o peito e aí as coisas começaram a enfeiar.


No post anterior comentei sobre minha dificuldade em amamentar e em como meu leite não a sustentava, então começou a função do choro. Ela chorava muito, se não estivesse no peito, logo estava chorando. Isso começou se tornar exaustivo. Era assim dia e noite e eu e o Amaral estávamos uns cacos de tão cansados. Fora toda a função da dor nos meus seios que comentei no post anterior. As coisas só começaram a se ajeitar com a entrada do complemento de leite em pó.


Sorte que nessa época o Amaral estava num emprego que trabalhava das 14 as 22hs, então podia me ajudar na madrugada sem comprometer tanto o sono.


E assim foi nosso primeiro mês:
- Nós três nos conhecendo, nos entendendo e criando vínculo de família.
- Dias intermináveis com ela ou mamando ou chorando.
- Noites de sono pingado, intercalados pelas mamadas.
- Finais de semana mega cansativos com a casa sempre cheia de visitas até tarde.


Seguem fotinhos do primeiro mês
Primeiro banho.

Papai trocando a primeira fralda

Peladinha pra aguentar o calorão do início de abril

Primeiro banho dado pelo papai

Bolinho de comemoração pelo 1º mês
(faço questão de eu mesma fazer o bolo, mesmo que seja de caixinha hehe)

segunda-feira, 24 de junho de 2013

As dores da amamentação

Saudades do blog... mas tá difícil de conseguir parar pra escrever, e se for pra fazer meia boca, prefiro não fazer.
Hoje a Lívia tá que só dorme. Está com uma crise alérgica, nebulizando e por isso acorda, mama e dorme de novo. Resolve fazer festinha só na madrugada, mas é passageiro (assim espero hehe).
Mas não é sobre isso que eu venho falar hoje. Tem um assunto que eu não quero deixar muito tempo sem desabafar. Vamos lá: AMAMENTAÇÃO...
Nossa, eu sempre tive muito medo de não conseguir amamentar. Primeiro pelo bem que o leite materno faz ao bebê e depois pelo alto custo que é manter uma criança a leite em pó. Então desde sempre eu dizia pra mim mesma: vou fazer de tudo pra amamentar.
Já aos 4 meses de gravidez começou a sair o colostro, então fiquei um pouco mais tranquila, mesmo sabendo que isso não era garantia de fartura. Mas aí a Lívia nasceu e já primeira hora colocaram ela a mamar em mim.
Que momento.... me senti a mulher mais feliz do mundo. Gerar uma criança, trazer ela ao mundo e prover o seu sustento naturalmente é uma coisa que só podia ser de Deus mesmo, de tão sublime que é isso tudo.
Estava radiante que a Lívia mamava bastante e fazia a pega correta. As visitas iam nos ver no hospital e eu me gabava muito por estar conseguindo amamentar. Estava realizada com isso. Toda hora mostrava pro Amaral que os peitos estavam cheios, redondos... chegavam estar lustrosos de tão grandes.  Mal sabia eu o que isso causaria mais na frente.
Tivemos alta na sexta de noite e a primeira noite em casa foi até engraçada (digo isso hoje, porque no dia achei uma atrapalhação). A Lívia passou praticamente a noite inteira mamando e como os médicos orientam à livre demanda, eu deixei ela sugar.
Sábado de tarde eu tava que não aguentava a dor nos bicos dos seios, e então fui apresentada às tais fissuras que a amamentação pode causar.
Fiz tudo que me indicaram: passava um oleosinho que deram no hospital (não lembro o nome), colocava casca e mamão, passei a pomada Massê,  Ceralip e nada, mas nada mesmo fazia parar de doer.
Dar de mamar estava sendo torturante. Cada vez que a Lívia grudava o seio eu gritava de dor que assustava todos que estavam nos visitando. Mas eu não queria desistir. Podia doer o que fosse que eu estava disposta a dar o peito.
Mas no sábado de noite as coisas ficaram muito piores. Além das fissuras, aconteceu o empedramento de leite. Eu produzia tanto leite que ela não dava conta de sugar tudo, então foi empedrando tudo e meus seios ficaram encaroçados e doloridos ao extremo. Estavam quentes, pesados e vermelhos. Ninguém me alertou que eu precisava ir tirando leite com a bombinha. Eu achava que quanto mais tivesse, melhor.
A dor era tanta que tarde da noite meu pai e o Amaral saíram atrás de comparar uma bombinha e minha irmã e minha mãe se grudaram a fazer massagem nos meus seios e eu só tinha condições de chorar. Era cada uma num seio, massageando e apertando pra tentar extrair o leite, mas não saia. Era como se o leite tivesse congelado lá dentro.  Não aguentando mais de tanta dor, fui pro chuveiro e deixei escorrer água quente. Passei os dentes de um pente pra “abrir valetas” nos seios e ainda assim não saia.
Estava no meu limite, só chorava e sentia muita dor, então minha mãe sugeriu que o Amaral fosse pro banho comigo e sugasse meus seios com toda força que pudesse. Nem a bombinha nem a Lívia tinham força pra desempedrar, então constrangedoramente deixei que o Amaral fizesse o que minha mãe sugeriu. Ele sugava com força e quando cuspia, tinha sangue. Claro, os bicos estava rachados.
Foram umas duas horas em função de desempedrar os seios. Dor torturante, mas eu não queria desistir. Aliviou um pouco e eu segui sugando com a bombinha nos intervalos das mamadas pra ajudar a esvaziar. O empedramento resolveu dentro de uns 2 ou 3 dias, mas as fissuras seguiram por bastante tempo. Só consegui aliviar usando as conchas de silicone e pomada bepantol depois de cada mamada.
Conforme passavam os dias, a reserva energética da Lívia ia diminuindo e cada vez mais ela ia sugando. E sugava tão desesperada que fazia a pega errada, e por conta disso, fissurava cada vez mais. Depois que ela grudava, eu não conseguia tirar a boca dela do sei de jeito nenhum, e isso doía muito.
Passei a dar mamá com uma fraldinha na minha boca, pra que os meus gritos não assustassem ela nem os vizinhos. Era desesperador e minha mãe e o Amaral enchiam os olhos de lágrimas cada vez que eu ia dar de mamá.
Já estava acostumada com a dor, mas o tempo das mamadas estava acabando comigo. A Lívia ficava cerca de 1 hora e meia mamando e quando largava o peito chorava o tempo todo. Eu não achava que aquilo fosse normal, então liguei pra pediatra e ela pediu que eu fosse ao consultório. Lá pesamos a Lívia e ela que deveria ter ganho no mínimo 400gr naqueles 20 dias, ganhou apenas 120gr.
Que decepção pra mim. Todo meu esforço não estava sendo suficiente, pois meu leite não a sustentava. Não teve jeito, tivemos que complementar com leite em pó. O assunto do leite em pó ficará para outro post.
Depois de cada mamada no peito, eu tinha que dar um complemento de 30ml de leite em pó. Até fazer a Lívia pegar a mamadeira foi um custo. Tentei no copinho, de colherinha, de seringa e nada, não tinha jeito dela sugar outra coisa que não fosse meu peito, até que finalmente ela aprendeu a sugar a mamadeira e pra minha tranquilidade, começou visivelmente a ganhar peso e espaçar as mamadas.
O grande problema foi que sugando a mamadeira ela desaprendeu a sugar o peito e todas as fissuras que já tinham sido curadas voltaram de novo e lá estava eu com dor, bicos rachados e sangrando. Mas ok, tudo pela amamentação natural.
Na consulta de um mês, a pediatra constatou que a Lívia tinha ganho peso suficiente e poderíamos ir aos poucos tirando o complemento de leite em pó. Ok, fui reduzindo a oferta da mamadeira e proporcionalmente a Lívia foi aumentando o tempo de mamada até que estava novamente levando 1 hora e meia mamando. E o que era pior, aumentou a frequência das mamadas. Era 1 hora e meia mamando, no máximo duas horas de descanso e ela já gritava de fome de novo e lá íamos nós mais 1 hora e meia de mamada. Adivinhem o que aconteceu? Rachou o peito de novo.
Nossa, que terror... Fomos até quase os dois meses dela assim, sofrendo a cada mamada.
Conversei com a pediatra, afinal, sempre ouvi dizer que não existe leite fraco, mas ela me disse que as coisas não são bem assim, e que pode acontecer sim de o leite não ser nutritivo suficiente. Não tem uma explicação lógica para afirmar o por que meu leite não sustenta a Lívia. Eu tomo bastante água (nessa fase da amamentação) e procuro me alimentar bem. Mas essa história de que toda mãe é capaz de produzir leite suficiente pra seu bebê aqui em casa não colou.
Não tivemos escolha e tivemos que partir para o leite em pó em maior quantidade. Segui dando o peito e depois o complemento, mas conforme ela foi crescendo, a demanda foi aumentando e hoje estamos com 150ml de leite em pó a cada 3 horas.
Por conta da facilidade com que o leite sai da mamadeira, nem sempre ela quer mamar no peito. Já conversei com a pediatra sobre tirar de vez o peito, já que não a sustenta. Mas a dra pediu que eu mantenha enquanto puder pelo fator de proteção e imunidade que o leite materno dá ao bebê.
Só por isso ainda estou mantendo, porque é duro ofertar à uma criança um leite que não sustenta. Com o leite do peito e como se ela tomasse água. Enche a barriga mas em seguida fica com fome de novo.
Hoje procuro dar o peito só à noite, pois é um momento em que ela se acalma e consegue dormir melhor. As vezes ela dá duas ou três sugadas e já pega no sono.
Sei que vou ter problemas mais lá na frente, na hora de desmamar de vez, pois vejo que hoje ela é emocionalmente dependente do peito pra dormir bem. As vezes que tento fazê-la dormir sem o peito e um chochorô e ela acorda mais cedo. Mas vou deixar pra resolver esse problema quando for a hora dele, por agora deixa assim.
Enfim... digo com orgulho EU FIZ DE TUDO PRA AMAMENTAR, mas infelizmente não consegui manter só com a amamentação natural. E hoje eu reconheço e tiro o chapéu praquelas mães que conseguem manter um bebê só com leite do peito. Isso não é pra qualquer um.
Para aquelas que estão grávidas ou pensando em engravidar, eu alerto: a amamentação não é esse mar de rosas que a mídia mostra. Tem que ter muita vontade, disposição e força pra aguentar a dor. Mas todo esforço vale a pena. Eu daria minha vida pela minha filha, então ter os bicos dos seios rachados não é nada perto disso.
Se puder amamentar, amamente. Além de ser saudável para o bebê, é um momento único que só a mamãe tem com a criança.
 
E agora seguem umas fotinhos dos nossos momentos...
 
Primeira mamada no hospital

Primeira mamada em casa. Eu com rosto vermelho de tanto chorar de emoção

Tentando dar o complemento de colherinha 

Enganando ela com a seringa

E enfim, com a mamadeira
 
Hoje em dia, tão adaptada que até segura sozinha