E então...
chegou dia de fazer ecografia.
Nossa que ansiedade
que dá esperar a cada dia de fazer exames. É uma curiosidade de saber se está
tudo bem, de poder ver o quanto o bebê evoluiu... fazer eco é ficar mais
próxima do bebê. Se eu pudesse eu comprava um aparelho de ultrassom pra ficar
em casa vendo o bebê o tempo todo hehehe.
O meu médico
me solicitou uma Ecografia Obstétrica de Rastreamento Cromossômico de 1º
trimestre. O nome é um pouco assustador, mas pedi pra ele me explicar o que era
isso e ele me disse que habitualmente, nesta etapa da gestação, todas as grávidas
fazem eco de translucência nucal, que identificam a possibilidade de síndrome
de down, mas como eu já tive um histórico de perda gestacional e HDC, ele queria
um exame mais detalhado. Então ele pediu o rastreamento cromossômico que além
da síndrome de down, identifica outras duas: patau e edward, ambas incompatíveis
com a vida.
Eu estava
tão curiosa pra ver o bebê, que nem sequer me passou pela cabeça a
possibilidade de ser identificado algum problema. Até eu me espantei de mim
mesma. Está sendo tão diferente das outras vezes, que desta vez parece que o
medo não faz parte da nossa vida. Coisa maravilhosa isso.
Então lá
fomos nós fazer o exame, todos felizes e faceiros e só na hora de dar entrada
no guichê que foram me avisar que aquele exame não tinha cobertura pelo meu plano.
O que??? Nossa, fiquei louca, querendo entender o que estava acontecendo. Foi
tanta confusão quem nem merece ser comentado aqui no blog. Por fim, não
consegui realizar o exame pela Unimed e tive que desembolsar. Fiquei muito
indignada, na hora não queria pagar, queria brigar pra que o plano cobrisse,
fico louca com essas coisas, mas pensando no bem do bebê e na importância desse
exame, arcamos com um valor que não tínhamos disponível. Tudo pelo bebê.
Mas por fim,
fizemos o exame e foi uma alegria poder aquele serzinho de mexendo dentro de
mim, chutando, batendo perninhas, mexendo os bracinhos e colocando a mãozinha
na boca. Tão pequeninho, apenas 6,5 cm mas com uma vitalidade... Coisa mais
fofa. E mesmo não estando encucada com o que poderia dar de resultado, foi um
alívio quando a médica disse que estava tudo bem, dentro da normalidade. Ela
disse que o bebê está em perfeito estado e muito saudável pelo que se pode ver
até o momento.
Falamos pra
ela sobre a HDC, então ela fez um exame mais detalhado, identificou o
posicionamento dos órgãos internos e constatou que pulmões, coração e estômago
estão perfeitos em seus devidos lugares. Isso me deixou mais aliviada ainda.
Ela nos explicou que isso não quer dizer que não tenha HDC, pois em muitos
casos a herniação só ocorre no final, dependendo do tamanho da hérnia, mas que
até o momento, tudo estava perfeito.
Há sensação
melhor do que essa? Eu desconheço.
Perguntamos
pra médica se era possível identificar o sexo, e ela nos explicou que com 12
semanas os órgãos já estão formados, mas muitas vezes, ainda não estão
aparentes. Mesmo assim ela tentou e tinha um situação favorável, pois o baby
estava de pernas aberta e o cordão umbilical não atrapalhava. Ela olhou, olhou
e disse: “não vejo nada no meio das pernas”. Aí perguntei pra ela se era menina
e ela disse de novo, com um ar risonho “por enquanto é só o que eu posso dizer:
não vejo nada no meio das pernas”.
Fiquei com a
sensação de que ela deixou uma afirmação no ar, mas como ela mesma disse, não
tem como afirmar agora. Então o negócio é esperar mais um mês pra então
confirmar. Tomara que dê pra ver né....
Independente
do que seja, o fato de estar em perfeita saúde é o que mais me deixa feliz. Ver
que o bebê que estou gerando está crescendo saudável, não tem preço.
Gravamos o
exame, e em casa fiz um condensado das principais imagens, onde dá pra ver direitinho as
mãozinhas, pezinhos, narizinho, além dos muitos chutes e mexidas... Não vejo a
hora de sentir mexer.

